Frequentemente no consultório atendo pacientes mulheres com queixas muito parecidas: dor no punho, do lado do polegar, se estendendo até a base do dedo e que piora com o movimento.
Esses são sinais característicos da Tendinite de De Quervain, uma doença da mão mais comum em mulheres e sobre a qual quero conversar hoje com vocês!
A tendinite de De Quervain surge por um processo inflamatório dos tendões extensor e abdutor do polegar no nível do punho e pode trazer bastante incômodo, que é o que leva a paciente até o consultório do cirurgião da mão.
Podemos identificar um padrão nas pacientes: mulheres, geralmente acima dos 40 anos, gestantes ou lactantes. Mas ela também pode acometer também homens em idades diferentes.
E por que a gestação e a amamentação são fatores de risco? Sabemos que a condição surge geralmente por conta das alterações hormonais que acontecem durante a gestação e a amamentação. Também durante a amamentação, a mãe passa muito tempo com o bebê apoiado em um só braço e com a mão segurando o peso do bebê, o que influencia no agravamento dos sintomas.
Movimentos repetidos, especialmente quando há flexão do punho e extensão do polegar, podem também ser um dos fatores de agravamento da doença.
Os principais sintomas são:
– Dor na base do polegar
– Possível aumento de volume na lateral do punho, pelo acúmulo de líquido sinovial
– Maior incômodo ao acordar
– Em casos avançados, impossibilidade de realizar movimentos com o polegar, ou de pegar objetos
Caso você tenha identificado alguma dessas alterações, é preciso buscar avaliação do cirurgião da mão.
O diagnóstico é feito testando a sensibilidade sobre os dois tendões no punho do lado do polegar, verificando se há inchaço ou dor ao movimento. Para isso, é preciso realizar manobras específicas durante o exame físico.
Os tratamentos incluem:
– Pausa nos movimentos que causam dor
– Injeção de corticosteroide
– Uso de tala para o polegar
– Anti-inflamatórios
– Cirurgias
Nos casos no início, tentamos o tratamento com infiltração no consultório, para diminuir a inflamação. Principalmente se a paciente é uma mulher com bebê pequeno, tentamos esperar para a cirurgia, por conta do tempo de recuperação e também porque possivelmente a tendinite irá regredir sozinha assim que os hormônios normalizarem.
Mas para muitos casos, a opção é a cirurgia, para realizarmos a abertura da bainha aliviando a pressão sobre o tendão.
Após a cirurgia, indicamos fisioterapia para recuperação da força e mobilidade.
Ficou com alguma dúvida? Deixe nos comentários!
Dr. Guilherme Ogawa⠀⠀⠀⠀
Cirurgião da Mão RQE 24.943
? (43) 3361-3807
(43) 99161-3807
2 respostas
Dr. Guilherme.
Boa noite
Sou artesã, tenho 51 anos e estou na fila da cirurgia do túnel do carpo, na Sta casa de Londrina. Estou tomando morfina, e não consigo fazer muita coisa. Gostaria de saber se é muito caro pra vc me operar particular? Estou desempregada. Mas posso conseguir o dinheiro através de doações. Por favor me responde. Estou muito ruim
Deus o abençoe sempre ??
Olá, Marlene. Sinto muito por suas dores.
Infelizmente não posso falar valores por aqui. Entre em contato pelo WhatsApp da clínica (43) 99161-3807 ou ligue (43) 3361-3807 para que possamos agendar uma consulta.