Na cirurgia da mão, as fraturas são uma causa comum de busca por atendimento tanto em consultório, quanto em pronto socorro. Então hoje vou explicar um pouco sobre as principais. Confira!
É importante entender que como cada mão é composta por 27 ossos, as fraturas podem ser variadas com graus de complexidade diferentes e consequentemente tratamentos diferentes.
O diagnóstico é feito pelo exame físico e pela história do trauma ou acidente.
Para identificar a fratura exata, a radiografia é solicitada após avaliação clínica. O cirurgião da mão irá avaliar quais foram as fraturas e grau de acometimento para definir o tratamento, podendo ser o realinhamento com imobilização ou cirurgia.
Fratura nos dedos
As fraturas nos dedos acontecem em um osso chamado falange, que nos dedos longos são três e nos polegares duas.
Essas fraturas são mais comuns do que parecem, porque acidentes domésticos, trauma direto nas mãos ou uma torção podem resultar na fratura.
Os motivos mais comuns são:
- Prender o dedo em uma porta ou janela
- Cair e apoiar o peso do corpo na mão, o que pode gerar fratura no dedo e também torção no punho
- Acidentes com facas e serras
- Lesões causadas em esportes com bola, como basquete ou vôlei
Para corrigir o osso, o médico avaliará o caso e pode sugerir:
- Recolocar o osso no lugar correto manualmente em alguns casos
- Uso de gesso e tala imobilizadora. O tempo geralmente varia de três a quatro semanas.
- Cirurgia, para casos em que a fratura atinge também a articulação ou é muito fragmentada
Fratura do boxeador:
A fratura do boxeador é caracterizada pela fratura do colo do quinto metacarpo. De forma simplificada: é a fratura do osso do dedinho, bem na junção com a palma da mão.
Ela acontece quando existe o trauma da mão fechada em punho (como na posição de soco) contra uma superfície.
Justamente por isso, atletas não costumam apresentar esse tipo de trauma, pois têm a técnica correta, além do uso de proteção como luvas.
O diagnóstico pode ser feito apenas na avaliação da fratura e pelo relato de como aconteceu, mas para sabermos a gravidade da lesão e se houve mais de uma fratura, solicitamos também a radiografia.
Para o tratamento, temos duas opções: tratamento conservador, com imobilização com gesso ou órtese associado ou não a redução da fratura, que consiste em recolocar o osso no lugar, podendo ser com ou sem anestesia.
Cirurgia: Casos mais complexos precisam de tratamento cirúrgico, pela gravidade da fratura. No procedimento, usamos parafusos ou fios específicos de uso cirúrgico.
Após a cirurgia, indicamos a reabilitação com Terapia Ocupacional, para ganho de movimento e fortalecimento.
Fraturas da extremidade distal do rádio:
Aqui estamos falando especificamente das fraturas do punho. Fraturas da extremidade distal do rádio acontecem quando a área do rádio próxima ao punho se quebra e são muito comuns. Podem acontecer principalmente por quedas em acidentes e esportes, quando acontece um apoio na mão que leva à um impacto ou torção do punho.
O paciente geralmente apresenta dor, dificuldade para mexer a mão e inchaço.
Como nessa região estão articulações bastante importantes, é preciso avaliar se houve fratura ou luxação das articulações. Por isso, a avaliação por imagem é fundamental, sendo feita inicialmente por radiografia, mas podendo também ser solicitada a tomografia e em casos de suspeitas de fraturas ocultas ou lesões ligamentares, a ressonância magnética.
Assim como na fratura do boxeador, o tratamento vai depender do grau de acometimento, podendo ser conservador com imobilização ou cirúrgico para fixação com pinos ou placa e parafusos (se tiver curiosidade sobre o material veja o vídeo que gravei sobre as placas durante o Congresso Brasileiro de Cirurgia da Mão).
Fratura do escafóide:
O escafóide é um dos 8 ossos que compõem o punho e é responsável por até 60% das fraturas nesta região.
A fratura provoca dor no punho, mas nem sempre causa inchaço, então o paciente pode demorar a buscar avaliação médica e consequentemente atrasar o tratamento, o que pode comprometer seus movimentos.
O tratamento também varia de acordo com a natureza da fratura, porém com o tratamento cirúrgico propor
Você já conhecia essas fraturas? Já sofreu alguma delas?
Dr. Guilherme Ogawa⠀⠀⠀⠀⠀
Cirurgião da Mão⠀
RQE 24.943
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